Amores Proibidos

Série – Texto em Roteiro

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EPISÓDIO 2 – UM ENCONTRO CASUAL

Posted by amoresproibidos em 20/01/2009

CENA 01 – AEROPORTO GALEÃO – INTERIOR – DIA

Música [Crystal Ball – Pink]

Tomada externa do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e depois visualizamos Pedro, Lenita e John, que vêm caminhando com seus carrinhos cheios de bagagens. Pedro está feliz, olha tudo com admiração. Lenita é indiferente e John está com a cara fechada. Finalmente, encontram Antonio, que os espera. Pedro e Antonio se abraçam.

ANTONIO
Pedro! Finalmente, meu amigo! Pensei que nunca mais fosse voltar ao Brasil!

PEDRO
Eu também cheguei a pensar que não voltaria mais. Mas aqui estou eu. Vim pra ficar!

ANTONIO
Seja bem vindo!

PEDRO
Esta é Lenita, minha esposa.

LENITA
Encantada!

PEDRO
Este é meu filho, John.

JOHN
Olá!

ANTONIO
Sejam bem vindos ao Rio! Há dois táxis para levar vocês à nova casa. Agora, seremos vizinhos.

PEDRO
Que engraçado… Depois de 20 anos… vizinhos outra vez!

ANTONIO
Pra você ver como é a vida… Eles vão caminhando em direção ao táxi que os espera. Lenita e John entram no carro, enquanto o motorista guarda as malas. Há outro táxi parado atrás.

ANTONIO
Nós vamos naquele outro! Não cabem todas as malas neste!

PEDRO
Tudo bem.

ANTONIO
E então, Pedro? Quais são seus planos, agora que você está de volta ao Brasil?

PEDRO
Sinceramente… Não tenho plano algum. Vim atrás de paz, de tranqüilidade… Não sei o porquê, mas… (pensa) acho que eu vou ser muito feliz aqui…

Close em Pedro olhando fixo pro horizonte.

CENA 02 – SALA QUALQUER – INTERIOR – NOITE

Imagem fosca. Uma mulher beijando um homem, com lágrimas nos olhos. O encara.

MULHER
Não me deixe novamente…

HOMEM
Jamais vou te deixar outra vez.

Se beijam novamente.

Música: [Silêncio – NXZero]

Fusão para:

CENA 03 – CINEMA – INTERIOR – NOITE

Vemos agora Alicia, Gabriel, Cristian e Juliana sentados assistindo a tal cena da mulher e do homem que se beijam, no filme. Close na mão de Alicia, que segura a mão de Gabriel. Gabriel percebe e dá um leve sorriso e a olha por alguns instantes. Alicia sem graça, o olha também. Gabriel vai se aproximando devagar de Alicia até que finalmente se beijam. Um beijo ardente e apaixonado. Depois de alguns instantes, Alicia começa a ouvir alguém lhe chamando.

HELENA (OFF)
Alicia! Alicia! Alicia!

Corta imediatamente para:

CENA 04 – CASA DE ALICIA – QUARTO DE ALICIA – INTERIOR – DIA

Alicia acorda, assustada, com a voz de sua mãe que lhe chamava. Alicia se senta na cama para falar com Helena, que também senta aos pés da cama.

HELENA
Alicia! Até que enfim acordou! Estou aqui há séculos te chamando…

ALICIA
Oi, mãe! O que foi?

HELENA
To te chamando porque já tá tarde, você tem que levantar, ir pra sua aula de dança, academia… To pagando pra você ficar em casa, é?

ALICIA
Ai, mãe, dá um desconto hoje, vai! To mega cansada!

HELENA
Que cansada nada! Você tem sorte de poder fazer o que você gosta e investir na dança… Bom que não precisa trabalhar ainda…

ALICIA
Tá, eu sei. Já vou levantar. (lembra) Ah, mãe! Sabe quem eu vi outro dia?

HELENA
Não, filha! Quem?

ALICIA
O Gabriel, mãe! Lembra dele?

HELENA
Gabriel?… (pensando) Gabriel… aquele que morava aqui quando pequeno? Que era seu amigo?

ALICIA
Isso! Ele mesmo! Havia algum tempinho que eu não o via…

HELENA
E como ele tá?

ALICIA
Tá ótimo.

HELENA
Mas tem que tá ótimo mesmo, né. Com dinheiro no bolso, todos estamos ótimos sempre! Ele é rico agora, né, minha filha…

ALICIA
A família dele tem dinheiro agora, mas ele não mudou nada. Continua o mesmo Gabriel de sempre…

HELENA
Lembra que você gostava dele?

ALICIA
Que isso, mãe! Isso é coisa do passado! Éramos todos crianças.

HELENA
Tá. Não importa… Mas agora vocês cresceram… Enfim, traz ele aqui em casa um dia desses…

ALICIA
Calma, mãe! Não é assim. E ele me chamou pra ir a casa dele também.

HELENA
Vá, sim, Alicia! Vai ser bom pra você estar em contato com essa gente rica. Talvez seja a solução dos nossos problemas…

ALICIA
Ah, mãe! Não começa, tá! Não tem nada a ver uma coisa com a outra! Se eu for à casa dele, será porque ele me convidou. Só por isso.

HELENA
Ok. Não vamos discutir.

Helena dá um beijo na testa de Alicia.

HELENA
To indo trabalhar. Fica bem, hein! E não falta a aula de dança de
novo!

ALICIA
Tá bom, dona Helena! Já sei!

HELENA
Tchau, filha!

ALICIA
Tchau!

Helena sai. Alicia está pensativa.

ALICIA
Eu e Gabriel juntos?! (pensa um pouco) É… talvez… quem sabe?!

Alicia deita novamente, pensativa. Música marca.

CENA 05 – FACULDADE – CAMPO DE FUTEBOL/ARQUIBANCADA – EXTERIOR – DIA

Outra música: [Air Painter – CSS]

Uma animada partida de futebol. Há um time com camisa e outro sem camisa. Ricardo está no time dos sem camisa e faz excelentes dribles e marca dois gols. Focamos na partida por uns 2 min., aproximadamente.

Na arquibancada, estão Marcela e Carla assistindo ao jogo.

CARLA
Hoje o Ricardo tá jogando como nunca! Tá mandando ver…

MARCELA
É verdade. Ele joga muito. Sempre foi assim… Olha só…

Do plano de visão das duas, vemos a partida. Destaque em Ricardo, que continua jogando muito bem.

MARCELA
Além de jogar bem, é gato… Olha só tudo aquilo…

CARLA
Gato?! Não… Ele é gostoso… Olha a barriguinha de tanquinho…

MARCELA
E as pernas, meu Deus!

CARLA
Sabe se ele tem alguém?

MARCELA
Pelo que eu sei, tá sozinho. Quer dizer… sozinho, não! Não namora ninguém, mas o Ricardo não é homem de ficar sozinho. Pega todas as garotas que ele vê… Ele parece ser insaciável.

CARLA
É safado mesmo… Deve ser daqueles homens que adora fazer as mulheres sofrer.

MARCELA
Ou as mulheres que adoram sofrer por causa dele… aliás, quem não se arrisca sofrer pra ficar com uma coisa dessas?! (risos) Eu sou a primeira a me arriscar!

CARLA
Você não vale nada, hein, Marcela!

MARCELA
Mas ele nem imagina que eu acho ele tudo isso. Até porque, venho ignorando metade dos caras dessa universidade, que ficam me enchendo o saco com aquelas cantadas baratas…

CARLA
Odeio essas cantadas… Mas por que não fica com alguém, já que há tanta “oferta”?

MARCELA
Porque ainda não é o momento… Primeiro, tenho que me fazer de difícil… senão eles acham que vão ter sempre… essas coisas… homem só valoriza a mulher que não dá atenção pra eles. E eu to seguindo isso a risca! Mas… estou disposta a dar em cima do bonitão goleador, afinal, quando quero ficar com um cara, eu vou até o fim pra conseguir!

CARLA
Nossa, que determinação! (debochando) Então, acho bom você ir falar com ele agora, pois o jogo acabou e ele tá indo pro vestiário…

Vemos que o jogo acabou. Muitos cumprimentam Ricardo, pelos gols que fez.

MARCELA
Agora, não. Mas eu pego ele depois… Ele não me escapa…

Corta a imagem para o campo. Ricardo, suado e cansado com Júlio, Alex e Lucas.

RICARDO
Hoje eu joguei muito, né! Pode falar!

ALEX
Jogou mesmo, cara!

LUCAS
Você precisa fazer logo o teste para o Botafogo. Aliás, você já deveria ter feito…

JÚLIO
É mesmo, Ricardo. Você joga muito, mas tem a parada da idade, né. Você já tem 23 e esses clubes preferem pegar jogadores mais jovens…

RICARDO
Mas já tudo certo pra eu fazer o teste. Falei ontem com o Alberto, aquele olheiro que tava aqui na semana passada e ele me prometeu conseguir um teste em um grande clube carioca. Um só, não! Vários! Só to esperando a ligação dele…

ALEX
Se é assim, tudo bem…

JÚLIO
O jogo de hoje foi legal, mas faltou gente. Se todo mundo tivesse aqui, teria sido melhor ainda.

LUCAS
É verdade. O Gabriel, não quis vir?

ALEX
Eu não o vejo desde à aula de natação.

RICARDO
E o Bruno, galera? Onde que ele tá? Será que ele foi embora?

JÚLIO
Difícil ele ter ido embora… Ele adora futebol…

Corta imediatamente para:

CENA 06 – FACULDADE – VESTIÁRIO – INTERIOR – DIA

Gabriel e Bruno estão se beijando, ardentemente. Bruno está encostado nos armários, os dois somente de toalha. Beijos selvagens. Gabriel vai beijando o pescoço de Bruno, enquanto Bruno geme de prazer. De onde estão os dois, ninguém pode vê-los. Conversam, sussurrando.

GABRIEL
Eu já queria há muito tempo fazer isso…

BRUNO
Eu também…

Continuam se beijando. Barulho na porta. Alguém entra. Eles ouvem. Gabriel puxa Bruno para um compartimento que tem chuveiro e o abre. Entre os chuveiros, há paredes e uma cortina em cada compartimento. O vestiário é grande e tem 15 compartimentos semelhantes a este. Gabriel faz sinal de silencio para Bruno. Agora, vemos que é o Treinador quem entrou no vestiário. Ele abre o seu armário, pega sua bolsa e já sai. Gabriel e Bruno ouvem o barulho da porta se fechando.

BRUNO
Essa foi por pouco!

GABRIEL
É verdade… Mas vamos embora porque daqui a pouco todo o time de futebol vai vir pra cá!

Os dois saem do chuveiro, Gabriel o fecha e mudam de roupa, rapidamente. Nisso, entram Ricardo, Júlio, Alex, Lucas e outros jogadores do time.

RICARDO
Então, vocês estão ai… Pensei que tinham ido embora já!

GABRIEL
Já estou indo… Vim só tomar banho depois da piscina… o cloro acaba com a pele.

JÚLIO
Pô, você nem apareceu hoje lá no futebol… foi maneraço!

ALEX
Pra variar, o Ricardo fez a maioria dos gols.

GABRIEL
Ricardo não cansa de nos humilhar no campo, né! Mas ainda bem que na piscina quem humilha sou eu!

RICARDO
Ah, sai dai! Tá se achando só porque tem o melhor tempo sempre…

GABRIEL
E não é pra eu me achar?! (risos) Você se acha no futebol também e ninguém fala nada!

LUCAS
E você, Brunão? Qual a boa?

BRUNO
Nenhuma. Aliás, tenho que estudar pruma prova que eu vou ter amanhã. Essa é a boa.

LUCAS
Fala sério, essa boa não quero não!

BRUNO
Por isso, não apareci hoje no futebol… fiquei aqui lendo um livro sobre a prova de amanha.

GABRIEL
Galera, já to indo, hein!Cuidem-se! Juízo!

ALEX
Olha quem fala! Juízo você, garoto zona sul!

BRUNO
Também to indo lá…

RICARDO
Valeu! Nos vemos amanhã?

BRUNO
Claro! Amanhã tem prova!

RICARDO
Não to falando da prova. To falando da chopada da galera de Medicina. Toda a universidade vai tá lá! Você vai, né, Bruno?

BRUNO
Nem lembrava disso… Mas vou então. Se todo mundo for…

ALEX
Geral aqui vai. E você também, Gabriel! Dessa vez você não vai fugir da chopada…

GABRIEL
Ok, Alex! Nos vemos amanhã então. Gabriel e Bruno saem.

ALEX
Vou tomar um banho rapidinho.

LUCAS
Não demora, Alex! Nossa mãe quer que a gente esteja em casa pra almoçar com ela.

ALEX
Tá bom, Lucas. 5 minutos…

RICARDO
Júlio, amanhã você vai dar cola pra gente de novo, né?! Porque eu não sei nada da prova…

JÚLIO
Eu sempre dou cola, mas vou parar com isso! Vocês tem que estudar… seguir o exemplo do Gabriel e do Bruno. Mas vocês só querem saber de praticar esportes e mais nada… Pra se formar em Educação Física, é necessário teoria, não só pratica…

RICARDO
Putz, parece minha mãe falando… Já sei de tudo isso. Vou estudar mais, prometo. É só eu conseguir o tal teste num clube de futebol com o Alberto que eu me dedico totalmente a facul.

JÚLIO
Só quero ver…

Corta para:

CENA 07 – FACULDADE – ESTACIONAMENTO – EXTERIOR – DIA

Gabriel e Bruno parados em frente ao carro de Gabriel.

BRUNO
Bom, eu já vou… Nos vemos amanhã, então.

GABRIEL
Aonde você pensa que vai?

BRUNO
Vou pra minha casa. Por que?

GABRIEL
Mas não vai mesmo… Entra no carro. Vamos terminar em outro lugar o que a gente começou…

Bruno ri, sem graça.

BRUNO
Você é louco, sabia?

GABRIEL
Não sou louco, não! Você que me provocou… Vai, entra no carro! Você não vai me fazer essa desfeita, vai?

Música: [On of the boys – Katy Perry]

Gabriel abre a porta do carro e Bruno entra, sentando no banco da frente. Gabriel dá a volta e entra no carro também. Gabriel abre o sorriso e olha Bruno, fixamente.

BRUNO
Pára com isso, Gabriel. Tá me deixando sem graça… (o observa) Você tem um sorriso lindo…

GABRIEL
Todos dizem isso. (debochando)

BRUNO
Que presunçoso que você é!

GABRIEL
Não, que isso! To de brincadeira. Obrigado pelo elogio!

BRUNO
Não precisa agradecer…

Gabriel parte pra cima de Bruno e o beija, loucamente. Em seguida, parte com o carro.

Corta para:

CENA 08 – TAXI – EXTERIOR – DIA

Antonio e Pedro no banco de trás do táxi.

ANTONIO
Tá feliz em estar de volta depois de tantos anos?

PEDRO
To muito feliz! (observa pelo vidro do táxi) Essa cidade tá ainda mais bonita… linda! Não é a toa que dizem que é maravilhosa!

ANTONIO
É verdade. Já quis sair do Rio, mas penso que não me adaptaria a nenhum outro lugar. E a vida nos Estados Unidos? Como tava indo?

PEDRO
Normal. Mesmice. Sabe quando nada de novo acontece na sua vida? É assim que eu venho vivendo ultimamente… Nos últimos três anos, tive muitos aborrecimentos com a Lenita. Tenho a esperança que novos ares possam salvar nosso casamento, enfim, a família que nós construímos.

ANTONIO
Entendo… E você vendeu sua casa em Nova York?

PEDRO
Não. Ela tá fechada. Não quis alugar. Deixa ela lá… Se tudo der certo, ficamos por aqui pra sempre e ai eu vendo. Mas só por precaução decidi não fazer nada com ela por enquanto… Mas e você, Antonio? Quero saber de você, da sua família…

ANTONIO
Minha família é maravilhosa. Não tenho do que me queixar. Tenho uma mulher linda e dois filhos que são tudo pra mim.

PEDRO
Eu lembro da Letícia. Ela tinha 3 anos quando eu fui embora.

ANTONIO
É, mas também tem o Gabriel. Você o viu quando bebe. Ele tem 20 anos, quase a idade do seu filho.

PEDRO
Bom que eles podem ser amigos, né! O John tá precisando fazer novas amizades.

O táxi pára. Outro táxi logo atrás pára também.

ANTONIO
Chegamos!

Música: [New Kids On The Block e Ne-Yo – Single]

Antonio e Pedro saem do carro. Estão na Avenida Atlântica, de frente para a praia de Copacabana. Pedro está extasiado diante de tal cenário e observa a praia (há pessoas caminhando, andando de bicicleta, jogando frescobol, vendedores ambulantes, etc). Enquanto Pedro fica parado, observando a praia (está emocionado), o motorista vai tirando as malas dos carros.

PEDRO
Eu tinha esquecido de como esse lugar era bonito…

ANTONIO
Essa é a sua nova realidade. De frente pra praia, gente bonita, sol… Você está no Brasil, o que achou que encontraria?

PEDRO
Tanto tempo em Nova York que a gente fica estranhando a natureza. O lugar mais bonito de lá pra mim era o Central Park. Era o lugar que de alguma forma me fazia desligar do mundo e dos problemas. Mas, agora o que importa é que estou de volta.

ANTONIO
É isso aí!

Lenita e John se aproximam de Pedro, também observando a praia.

LENITA
Nossa! Bem melhor que Miami beach!

JOHN
É, pai… Tenho que admitir que essa vista é bem melhor do que a da nossa antiga casa.

PEDRO
Eu te falei que você ia gostar!

ANTONIO
Vamos subir, gente. Eu vou mostrar pra vocês o novo apartamento.

Corta para:

CENA 09 – APTO. DE PEDRO – SALA – INTERIOR – DIA

Pedro, Lenita, John e Antonio entram no apartamento. É um apartamento com uma sala de estar imensa que tem uma sacada para a praia, uma cozinha e três quartos. Está todo mobiliado.

ANTONIO
Eu moro aqui ao lado. Qualquer coisa que vocês precisarem, vocês podem me chamar, ok?

LENITA
Claro. Obrigado.

PEDRO
Perae! Não vamos conhecer sua família?

ANTONIO
Claro que sim. Mas vocês devem estar cansados da longa viagem que fizeram. Descansem. A noite, estão intimados a jantar com a gente.

PEDRO
Pode deixar. Estaremos lá, então! Obrigado por tudo, meu amigo! Pedro e Antonio se abraçam e Antonio sai. Pedro fecha a porta.

LENITA
Eu não quero jantar na casa de ninguém. To cansada. Se quiser, vá sozinho!

Lenita sai pro quarto, arrastando uma mala com ela. John encara Pedro.

JOHN
Só você que tá feliz em estar aqui, pai. Não percebe isso?

John vai pra cozinha. Close em Pedro, pensativo.

Corta para:

CENA 10 – CONSULTORIO DE EDU – INTERIOR – DIA

Edu é pediatra. Seu consultório tem desenhos coloridos, típico de pediatria. Está prescrevendo um medicamento a uma mãe que tem um bebe no colo.

EDU
Você dá esse remédio pro Marcos três vezes ao dia. É só pingar três gotas num copo com três dedos de água. Durante uma semana. Se ele não melhorar, traz ele aqui de novo pra eu ver, ok?

MÃE
Obrigado, doutor!

Edu entrega a receita medica à mãe que se levanta.

EDU
De nada. Tchau, Marcos!

Close no bebe, que ri para Edu. Mãe sai do consultório.

Entra a secretaria.

SECRETARIA
Doutor Edu, a sua noiva ligou pela quarta vez.

EDU
Obrigado, vou ligar pra ela.

Secretaria sai. Edu liga pra Letícia do seu celular. Fusão dos dois conversando.

LETICIA
Oi, meu amor! Tudo bem? To te ligando no celular mas você não atende!

EDU
Eu desligo o celular quando to com paciente. Tem bebe que se assusta quando toca o celular, então eu prefiro desligar.

LETICIA
Tão bonitinho essa sua preocupação com as crianças! (debochando)

EDU
Pára de debochar, Letícia! Eu terei a mesma preocupação quando tivermos o nosso filho.

LETICIA
Só quero ver… Mas, to te ligando pra hoje jantarmos lá em casa. Vai ter um jantarzinho especial por causa de um amigo do meu pai que chegou dos Estados Unidos e queria muito que você estivesse lá.

EDU
Ok. Estarei lá. Só não posso sair muito tarde, amanhã eu abro o consultório. Te amo!

LETICIA
Também te amo, Edu! Eu passo na sua casa quando sair do trabalho e a gente vai lá pra minha casa juntos. Que tal?

EDU
Ótimo! Combinado, então!

LETICIA
Beijos! Te amo muito, meu amor! (e desliga)

Edu, pensativo, apaixonado; quando entra outra mãe com outra criança.

Corta para:

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continuação: EPISÓDIO 2 – UM ENCONTRO CASUAL

Posted by amoresproibidos em 20/01/2009

CENA 11 – STOCK SHOT – DIA/NOITE

Música sobe. [On of the boys – Katy Perry]

Anoitecer no Rio de Janeiro.

CENA 12 – QUARTO DE MOTEL – INTERIOR – NOITE
Gabriel e Bruno estão deitados na cama dormindo, nus. O celular de Gabriel toca. Gabriel desperta, pega o celular e o atende.

Música diminui.

GABRIEL
Oi, mãe! (pausa) Eu to… na casa de uns amigos estudando… por que? (pausa) Tá, daqui a pouco eu apareço em casa. Beijo! (desliga)

Gabriel chama Bruno, que acorda.

GABRIEL
Bruno, tenho que ir. Minha mãe acabou de me ligar avisando de um jantar que ela vai dar hoje prum amigo do meu pai que chegou, enfim, eu vou ter que ir lá…

BRUNO
Tudo bem. Que horas são? Gabriel olha no celular e ri.

GABRIEL
São quase sete da noite! A gente ficou a tarde toda aqui! Por isso que minha mãe me ligou… to o dia todo fora… Vamos? Eu te deixo em casa. Você ainda tem que estudar pra prova de amanha, né…

BRUNO
Pois é… Nem fala… Bruno olha Gabriel, fixamente.

GABRIEL
O que foi, Bruno?

BRUNO
Só to pensando aqui… Naquele dia quando te encontrei na parada, eu te perguntei se você era também e você negou… por que?

GABRIEL
Foi a primeira reação que eu tive. Negar. É mais fácil que assumir. Até porque meus pais não sabem, então, não tenho o porquê ficar falando pra todo mundo. Mas, agora você sabe que somos iguais… e eu espero que a nossa amizade cresça ainda mais.

BRUNO
Com certeza. Estamos juntos nessa.

Bruno estende a mão para Gabriel (como num aperto de mãos).

BRUNO
Amigos, então?

GABRIEL
Claro! (sorri) Amigos!

Gabriel aperta a mão de Bruno e o puxa, beijando-o, ardentemente.

GABRIEL
Vou tomar um banho pra gente ir embora.

BRUNO
Vai lá.

Gabriel vai pro banheiro.

Corta para:

CENA 13 – APTO. DE RICARDO – SALA – INTERIOR – NOITE

Ricardo está sentado no sofá vendo televisão quando seu celular toca. Atende.

RICARDO
Alo!

ALBERTO (OFF)
Oi, Ricardo! Aqui é o Alberto. Tudo bem? Lembra de mim?

RICARDO
Oi, Alberto! Claro, lembro sim! Que manda?

ALBERTO (OFF)
Tenho novidades. Consegui um teste pra você.

RICARDO
Sério, Alberto?! (feliz) Que bom! Graças a Deus! Mas qual é o clube? E quando será o teste?

ALBERTO (OFF)
Pessoalmente te dou maiores detalhes… Você pode me encontrar agora?

RICARDO
Claro, posso sim! Me da seu endereço!

Ricardo pega um pedaço de papel e um lápis e anota rapidamente o endereço que lhe está sendo dito no telefone.

RICARDO
Ok. Estou aí em trinta minutos!

Ricardo desliga o celular. Está muito feliz.

Corta para:

CENA 14 – APTO. DE PEDRO – QUARTO DE LENITA – INTERIOR – NOITE

Lenita guardando algumas roupas no armário, quando Pedro entra.

PEDRO
Lenita, vamos comigo! Por favor, o que custa? O Antonio é meu amigo há anos. Vamos jantar lá com a família dele! Ele foi tão legal com a gente! O que custa? Lenita continua guardando as roupas no armário, de costas para Pedro. Silêncio. Ela o ignora.

PEDRO
Lenita! Eu to falando com você!

Pedro segura Lenita no braço. Ela solta o braço e o encara.

LENITA
Por que você é assim? Me diz! Eu só quero saber por que você é tão egoísta a ponto de não perceber que nós não estamos felizes aqui… Será que você não vê isso? A gente ta aqui porque você quis que nós estivéssemos! Você praticamente nos obrigou a vir pro Brasil com você. Eu e o John não queríamos vir e você sabe muito bem disso! (fala cada vez mais alto)

Pedro tenta manter a calma.

PEDRO
Lenita, eu só quero a nossa felicidade. Eu só to fazendo isso pro nosso próprio bem!

LENITA
Nosso bem, Pedro? Não! Não existe nosso bem! Existe o seu bem! Você só pensa em você! Pedro, olha pra mim! Há dois dias atrás eu morava em Nova York e agora eu estou no Brasil! Em dois dias, mudamos a nossa vida, mudamos de casa, de país como se fossemos fugitivos! Você não deu tempo pro John aceitar a ideia nem dele se despedir dos amigos! Você não deu tempo nem pra eu pensar! Você decidiu, impôs e nós viemos! Tudo bem… Você conseguiu! Estamos no Brasil! Satisfeito agora? Tá mais feliz? Agora, só não me peça pra compactuar com a sua felicidade! Porque ela é só sua! De mais ninguém!

PEDRO
Então, volta!

LENITA
O que foi que você disse?

PEDRO
Vai embora! (grita) Você não ta infeliz? Então vai embora! Volta! Volta pros Estados Unidos! Volta pra aquela merda de pais! Vai embora, Lenita! Não sei o que você ainda faz aqui… Aliás, não sei o que eu ainda faço com você! Porque se eu to aqui hoje, se saímos como fugitivos do seu querido pais, é porque eu acredito que vai ser melhor pra gente. Eu tinha a ilusão de que a nossa vida no nosso pais de verdade poderia ser melhor, ou pelo menos, diferente. Eu não sou egoísta, Lenita! Eu to tentando de todas as formas salvar a nossa família, mas cada dia que passa fica mais difícil. É só um sonho, uma fantasia, porque a realidade é que tá cada vez mais insuportável viver do seu lado!

Lenita, explodindo de ódio e com lágrimas nos olhos; dá um tapa na cara de Pedro. Pedro agüenta imóvel e não revida.

LENITA
Eu deveria ter deixado você vir sozinho… Eu sou uma idiota! Sabe por que? Porque se eu faço tudo isso, é porque eu amo você. Eu só queria não te amar mais… Tudo seria mais fácil pra mim e pra você… Você me manda embora porque sabe que na verdade, eu não vou, não é?! Você sabe que eu não tenho coragem de te abandonar. Você sabe… que eu não seria capaz de viver longe de você… E é por isso que você fala pra eu ir embora…

PEDRO
Não é isso, Lenita! Pára de fazer drama! Eu não caio mais nesse seu joguinho melodramático! Eu vou viver aqui agora, no Rio, no Brasil e, repito, acho que isso vai ser melhor pro nosso casamento e pra nossa família. Agora, se você não está feliz, pode voltar… Vá embora e leve o seu filho junto! Se você ta infeliz, você não é a única. Ta todo mundo infeliz nessa historia. E por que?! Não deveríamos estar infelizes! Temos tudo! Casas, empresas, dinheiro… Mas falta entre nós o primordial: amor. Acabou o amor, Lenita. Você não me ama mais! Você tem dependência… só isso!

LENITA
Como você pode falar isso? Você não sabe o que eu sinto! Eu te amo sim! Não faça minhas as suas verdades! Você que não me ama mais, não é?

PEDRO
Eu não vou te responder isso. Você sabe muito bem o que eu sinto por você…

LENITA
Pedro, olha pra mim! E responde: Você me ama? Ama?

Pedro abaixa a cabeça e pensa.

PEDRO
Você tem dez minutos pra se arrumar… pra a gente ir jantar na casa do Antonio… eu vou descer. Preciso espairecer um pouco.

Pedro sai. Lenita se desespera.

LENITA
Pedro! Pedro, volta aqui!

Ouvimos o barulho da porta, que bateu. Lenita, chorando.

LENITA
Ele não me ama mais… Por que, meu Deus? O que eu fiz pra ser tão infeliz?!

Lenita pega um abajur e o quebra, jogando-o no chão. John entra e encontra Lenita chorando, na beirada da cama.

JOHN
Você tá infeliz porque quer. Larga ele, mãe! Vamos embora! Deixa ele aqui!

LENITA
Não fale assim, John! Ele é o meu marido e é o seu pai. Não podemos abandoná-lo.

JOHN
Então, pára de chorar e de reclamar da vida. Não agüento mais as discussões de vocês! Sabe quem vai embora qualquer dia desses? Eu! Vou sumir, mãe! Quem sabe assim, tudo não fique mais fácil?! Não agüento mais você nem o meu pai! Não agüento mais!

John sai, com raiva. Lenita ainda mais arrasada.

Corta para:

CENA 15 – ELEVADOR/PORTARIA DO CONDOMINIO COPA – INTERIOR – NOITE

Pedro, triste, lembrando da discussão que acabou de ter com Lenita. Ecoa na sua mente, as palavras da briga. FLASHBACK DA CENA ANTERIOR – somente da seguinte fala:

PEDRO “Se você ta infeliz, você não é a única. Ta todo mundo infeliz nessa historia. E por que? Não deveríamos estar infelizes! Temos tudo! Casas, empresas, dinheiro… Mas falta entre nós o primordial: amor. Acabou o amor, Lenita (…)”

Fim do flashback. Pedro está abatido.

PEDRO
Só quero ser feliz… Será que é tão difícil?

Neste momento, o elevador chega ao térreo, a porta abre e Pedro dá de cara com Gabriel, que está falando no celular.

Música marca.

Gabriel desliga o celular. Pedro está paralisado. Se encaram por alguns segundos. Pedro, parece acordar do transe, quando Gabriel fala com ele.

GABRIEL
Ei! Você não vai sair? Aqui já é o térreo.

PEDRO
Ah, tá! (sorri; sem graça) Tava distraído, nem percebi… Obrigado!

GABRIEL
De nada!

Pedro sai do elevador e Gabriel faz que vai entrar mas não entra e fica observando Pedro. Pedro vai andando, mas pára quando Gabriel o chama.

GABRIEL
Desculpa… mas você tá bem? Pedro parece estar confuso, meio atordoado.

PEDRO
To… to bem sim… Obrigado pela preocupação.

Pedro olha o elevador e vê que ele fechou.

PEDRO
Eu te fiz perder o elevador…

Gabriel não tinha percebido.

GABRIEL
Que droga, hein, cara! Agora vou ter que esperar duas horas por outro elevador! (irônico)

Pedro não percebe a ironia de Gabriel e leva a sério.

PEDRO
Foi mal. Hoje eu não to dando uma dentro. Só tenho feito besteiras.

GABRIEL
Relaxa, cara! To brincando! Mas oh, você me atrasou, sabia?! Eu tenho um jantar me esperando lá em cima. Um jantar “especial”… (faz sinal de aspas com as mãos)

PEDRO
Ah é?! Não to te falando? Eu só atrapalho a vida dos outros! A minha mulher e o meu filho acham isso também… (pausa; não quer lembrar disso) Mas por que jantar “especial”? Você não quer ir? Por que tá indo então?

GABRIEL
Porque é a minha família que ta oferecendo esse jantar. E eu tenho que estar presente. Meu pai decidiu fazer um jantar prum amigo dele que chegou de viagem, sei lá de onde…

Pedro entende que Gabriel está se referindo a ele, mas apenas escuta, com um sorriso no canto da boca.

GABRIEL [cont.]
Deve ser só mais um daqueles amigos dele… chatos, arrogantes, que acham que o dinheiro compra tudo e todos nessa vida… Por isso que não to afim, sabe? Mas estarei lá, pelo meu pai.

Pedro começa a ri. Gabriel não entende.

GABRIEL
O que foi? Por que tá rindo?

PEDRO
Nada, não… Mas… oh, cuidado, hein! Pois você pode se surpreender com esse tal amigo do seu pai… Talvez ele não seja tão mau assim! Nem chato, nem arrogante!

GABRIEL
Duvido muito que não seja…
O elevador chega.

GABRIEL
Já to indo. Tchau!

PEDRO
Vai, lá!

Gabriel entra no elevador e a porta se fecha. Pedro está menos tenso, sorri um pouco.

PEDRO
Então, esse é o Gabriel…

Close em Pedro, pensativo.

Corta para:

CENA 16 – ELEVADOR DO CONDOMINIO COPA – INTERIOR – NOITE

Gabriel olhando o visor que mostra os andares, mas pensando em Pedro.

GABRIEL (OFF)
Putz, que homem é esse?! Lindo!

Corta para:

CENA 17 – CASA DE ALBERTO – EXTERIOR – NOITE

A casa é antiga, humilde, de algum bairro da Zona Norte do Rio. Ricardo toca a campainha. Alberto vem lá de dentro e abre o portão.

ALBERTO
Oi, Ricardo! Entra, por favor!

Ricardo entra e Alberto logo após.

Corta para:

CENA 18 – CASA DE ALBERTO – SALA – INTERIOR – NOITE

Continuação. Ricardo entra e vê que a casa não tem muitos móveis.

ALBERTO
Senta, Ricardo! Ricardo se senta no sofá.

RICARDO
E então? Qual é o clube que eu vou fazer o teste?

ALBERTO
Calma! Já te digo. Quer beber alguma coisa?

RICARDO
Não, obrigado. Eu só quero saber os detalhes. Onde e quando vai ser…
só isso.

ALBERTO
Muito bem. Eu consegui um teste pra você no Madureira. É pouco pro seu potencial mas não podemos negar que já é uma excelente oportunidade.

RICARDO
É verdade. Mas eu fico muito grato e satisfeito por essa oportunidade! Não importa aonde! Eu só quero jogar futebol! Eu faço qualquer coisa pra conseguir isso.

ALBERTO
Por isso que eu gosto de você, Ricardo. Além de ser bom no campo, você é um garoto esperto. Tem futuro. É só continuar pensando assim. Pra conseguir atingir os nossos objetivos na vida, a gente precisa de perseverança e também, de passar por algumas situações pra um dia conseguir o que queremos tanto…

RICARDO
Entendo.

ALBERTO
Então, Ricardo. Você pode começar no Madureira amanhã à tarde. Eles irão te avaliar. É só você jogar o que você já joga normalmente que eles te contratam.

Alberto pega um papel em cima de uma mesa.

ALBERTO
Aqui está o nome de quem você deve procurar lá. Diga que você foi recomendado por mim, que te darão atenção especial.

RICARDO
Muito obrigado, Alberto. Muito obrigado mesmo, cara! De coração! É a chance que eu precisava. Nem sei como agradecer…

ALBERTO
Sabe, sim…

RICARDO
Como?

Alberto abre um sorriso malicioso.

ALBERTO
Vamos pro quarto… Eu quero ver se na cama você é tão bom quanto no campo…

Ricardo explode de ódio.

RICARDO
Ei! Tá maluco? Eu não curto isso, não, porra! Eu sou homem! Eu só to aqui por causa do teste que você me arranjou, mas se soubesse que o preço seria esse, eu nem teria vindo… Eu vou embora, não tenho mais nada pra fazer aqui!

ALBERTO
Se eu fosse você, eu não faria isso! Ou você não vai fazer teste algum!

RICARDO
Então, foda-se! Não quero mais merda de teste nenhum não! (rasga o papel) Eu não vou me deitar com homem pra conseguir o que quero! Seu viado!

Alberto tranca a porta.

RICARDO
Abre essa porta! Abre agora senão eu quebro tua cara!

Alberto chega bem perto de Ricardo.

ALBERTO
Então você vai ter que quebrar! Porque eu não vou abrir! Ricardo dá um soco no rosto de Alberto, que cai no chão, com o nariz sangrando.

RICARDO
Eu não sou como os outros… Agora, me dá a porra da chave! Alberto entrega a chave, Ricardo abre a porta e sai, furioso.

ALBERTO
Eu vou acabar com a tua vida, muleque! Você não vai jogar em lugar nenhum porque eu não vou deixar!

Close em Alberto, no chão, com o nariz ensangüentado. Música marca.

Corta para:

CENA 19 – RIO DE JANEIRO – NOITE

Outra música: [New Kids On The Block e Ne-Yo – Single]

Tomada aérea da noite no Rio de Janeiro.

CENA 20 – APTO. DE GABRIEL – SALA – INTERIOR – NOITE

Maria está pondo na mesa os últimos talheres para o jantar quando tocam a campanhia. Antonio no sofá.

MARIA
Será que são eles?

ANTONIO
Acho que sim.

Maria abre a porta e é Pedro e Lenita. Antonio vai à porta recebê-los.

MARIA
Boa noite! Sejam bem vindos!

ANTONIO
Ola, Pedro! Lenita, tudo bem? Descansaram da viagem?

LENITA
Um pouco.

PEDRO
É verdade. Ainda precisamos descansar mais.
ANTONIO
Entrem, entrem! Essa é minha esposa, Maria!

PEDRO
Tudo bom, Maria? Lembra de mim, né?

MARIA
Lembro! Claro! Éramos todos amigos quando jovens… bons tempos aqueles!

LENITA
Muito prazer, Maria! Lenita, esposa do Pedro!

MARIA
Muito prazer! Fiquem à vontade! Sentem-se!

Pedro e Lenita se sentam no sofá com Antonio. Lenita está fazendo um grande esforço para ser simpática.

MARIA
Já vamos servir. É que hoje a empregada foi embora mais cedo e eu to cuidando de tudo!

PEDRO
Tudo bem. Sem problemas.

LENITA
Você quer ajuda? Eu não tenho muita experiência com cozinha não, mas a gente pode tentar!

MARIA
Ah, vou aceitar sim. Bom que a gente vai conversando… falando mal dos maridos… (risos)

ANTONIO
Mulher é tudo igual, né, Pedro?! Só muda o endereço!

PEDRO
É verdade… Quando se juntam então, são um perigo!

MARIA
Que nada! Até parece, né, Lenita! Não sabem viver sem a gente! Vem!

Maria e Lenita vão pra cozinha.

PEDRO
E os seus filhos, Antonio? Não estão?

ANTONIO
A Letícia já está a caminho. Ta vindo com o Edu, o noivo dela. E o Gabriel…

Neste momento, Gabriel vem do seu quarto, mas não esperava ver Pedro ali. Fica sem graça quando o vê.

GABRIEL
E eu to aqui, pai!

ANTONIO
Era o que eu ia dizer…

Gabriel olha, surpreso, pra Pedro, que da um sorriso.

PEDRO
Oi, Gabriel! Tudo bem? Eu sou Pedro, o amigo do seu pai que chegou dos Estados Unidos…

Pedro estende a mão para Gabriel, que a aperta. Gabriel está surpreso ao mesmo tempo em que muito sem graça. Close em Pedro e Gabriel, que se olham.

CORTA.

FIM DESTE EPISODIO

CRÉDITOS FINAIS

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